Pessoas não são substituíveis

E nem podem ser tratadas como objetos.

Pessoas não são substituíveis e como é difícil para alguns indivíduos entender essa lógica no cotidiano.

Entre compromissos marcados e atividades para fazer, não temos mais paciência para uma conversar olho no olho… dificilmente deixamos recados apaixonados ou engraçados no papel… ou ainda, não queremos perder tempo numa ligação quando a distância nos aperta o coração – manda-se uma mensagem.

Perdemos traços de nossa humanidade quando nos apegamos excessivamente na tecnologia, já que ela ‘parece’ preencher o vazio da alma…

Vivemos pela emoção do momento, aquela que vem intensamente e vai rápido, nos deleitando solitários pelos prazeres do mundo. Há sentido nisso?!

Esquecemos, contudo, que nossa identidade se constrói quando vivemos pela emoção do além tempo e espaço. Com ela, nos deleitamos acompanhados, internalizamos o aprendizado e a beleza da simplicidade e tudo o que sentimos se amplifica através de sorrisos e parceria.

Pessoas não são substituíveis, por mais que você não concorde com isso.

E sabe porquê?

Por que elas provocam em nós reações muito além do “gosto ou não gosto”. Elas reformulam nossa forma de interagir, de ver o mundo e também despertam o melhor e o pior de nós.

E quando uma pessoa morre sendo (bem) próxima da gente…? Ela deixa uma lembrança… um registro inexplicável… a compreensão de brevidade… nos faz pensar a importância dos pequenos gestos… e que ninguém vai tirar aquilo que tenho e sou.

“Outras pessoas não entram em minha vida?… Logo, vou substituí-la.”

Não. Você não vai deletar o que viveu para assim se preencher com novos acontecimentos. Tudo o que virá será para acrescentar na tua vida, isso se você permitir… se você não se martirizar e se apegar ao ontem com saudosismo… e entender que o presente te reserva surpresas e acasos. Continue.

Continuar não significa esquecer. Continuar não significa fingir que nada aconteceu.

Continuar significa que a parte boa deve ficar e prevalecer, e que a dor da perda deve pouco a pouco ser amenizada.

Pessoas não são substituíveis, mesmo quando elas escolhem nos deixar… e eu sei bem como é isso.

Sentimentos de raiva, indiferença e ódio percorrem as veias… enlouquecem e mexem com toda a nossa estrutura. Não adianta fugir ou dizer que a responsabilidade é do outro. As escolhas de fazer ou deixar de fazer são minhas e eu tenho que assumir as consequências.

Vivi. Aprendi. Farei diferente.

Pessoas não são substituíveis, e não existe atores principais e coadjuvantes.

Alguns acreditam que a vida é uma ficção (ou até uma novela), aonde uns são protagonistas e outros são coadjuvantes na nossa vida.

(A linha entre vida e ficção é muito próxima… mas elas nunca se tocam)

Separando as pessoas pelo papel que terão em nossa vida deixamos de celebrar dois aspectos fundamentais da natureza humana: a confiança e a lealdade.

Percebendo a vida como ficção/novela, não vamos ser verdadeiros, nem muito menos vamos poder exigir isso dos outros. Vamos confundir o que é real com o que é imaginário, e esquecer que a paciência edifica a confiança e que a intimidade é uma conquista… uma superação dos preconceitos bobos e dos ciúmes sem sentido.

Lealdade não se obtêm com brigas… com idas e vindas… mas com respeito nas grandes ou pequenas situações, na disponibilidade para compreender o outro e na valorização dos seus sentimentos.

Pessoas não são substituíveis, independente do que elas nos tenham feito.

Pessoas são únicas… e se algum dia eu escolher não mais conviver com elas, será porque fui considerado supérfluo… desnecessário… um objeto descartável… ou não tive a devida consideração.

Quem convive comigo sabe a minha escolha.

Qual é a sua?! 

Por Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e futuro Jornalista.

Um pensamento sobre “Pessoas não são substituíveis

  1. De fato, as pessoas são insubstituíveis, por mais que a raiva, a amargura no coração nos faça falar e agir de maneira como se pudêssemos preencher o lugar daquele ser, que por alguma razão queremos distancia. Porém, os pensamentos e a saudades nos faz trazer a memoria, aquilo que um dia foi proveitosos.
    Parabéns pelo texto e contexto. Segue abaixo o link do meu blog, comente se possível, agradeço.
    http://isabelerose.blogspot.com.br/2015/05/nova-era.html

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