Quando falamos em equipe o “nós” deve prevalecer sobre o “eu”

No mundo contemporâneo existe uma ênfase sobre características comportamentais e sociais que induzem o indivíduo a buscar se adequar, visto que tanto em processos seletivos, quanto no cotidiano das empresas cobra-se a aplicação destas mesmas características, e consequentemente de seus (bons) resultados. Hoje um diferencial no mercado é saber trabalhar em equipe, o que requer um conjunto de habilidades como paciência, tolerância, negociação, diálogo e respeito. O entendimento teórico destas habilidades é até fácil, mas quando analisamos a prática, especialmente quando há problemas envolvidos, é possível notar certas disparidades.

Uma disparidade em especial, que orienta a condução deste texto, é a pronúncia do “eu” diante de diversas situações ao invés do “nós”. Talvez para você a maneira de falar das pessoas não diz muita coisa sobre elas próprias, mas eu penso diferente. Eu penso que devemos nos apropriar dos significados das palavras (quem sabe até buscar sua etimologia) para empregá-las da forma adequada, e ir além: ter consciência do que elas querem reforçar no momento em que são utilizadas.

Pessoas que dizem com certa frequência o “eu” podem passar dois tipos básicos de mensagens: 1 – o esforço para a concretização da atividade, incluindo seu planejamento e execução, foi “meu”; 2 – o que verdadeiramente importa é o que “eu” desejo e sinto. Bem… pode existir, e durar, trabalho em equipe com está lógica? A curto prazo talvez, mas no médio e longo prazo certamente que não. Os resultados em toda e qualquer empresa parte de um esforço individual, e se soma com os esforços de outras pessoas. E porque existe seres humanos entendendo que tudo é unicamente fruto do seu próprio trabalho? A resposta para esta pergunta é complexa e um tanto filosófica. Raciocinar sobre a equipe é preciso.

A equipe é dimensionada em nossa fala a partir do “nós”. Essa maneira de falar passa dois tipos básicos de mensagens: 1 –  o esforço para a concretização da atividade foi individual e coletivo, já que todos participaram e se envolveram direta ou indiretamente nas decisões; 2 – o que verdadeiramente importa é como dialogar para que todos na equipe possam ser atendidos em seus desejos, e estejam bem sobre o que sentem.

Destaquei duas possíveis mensagens que são enviadas na maneira de se expressar, mas poderíamos refletir sobre outras tantas. A linguagem dentro das empresas deve ser entendida como mais um elemento para reforçar o espírito e as práticas em equipe, e não para dar destaque ao ego, nem revelar astros. Astros não fazem tudo. “O corpo é a soma das partes”. Já ouviu esta frase – ou algo parecido? Pois podemos utilizar esta frase, que em certa parte é um clichê, para nos preocuparmos com aquilo que falamos na empresa, fazendo do trabalho individual a construção e edificação de uma obra coletiva. Para pensar:

“Quando trabalhamos coletivamente em prol de um objetivo conquistamos o impossível.” (Jadson Barbosa) 

Por Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e futuro Jornalista

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