Quando tudo acaba

Quando tudo acaba não tem porém… nem muito menos argumentos que fazem as coisas voltarem como eram antes.

Por algum motivo as coisas que eu poderia ter feito não fazem mais diferença, seja porque o seu próprio tempo passou, ou porque algumacaminhos-diferentes circunstância fora de meu controle impede um resultado satisfatório.

Quando tudo acaba o coração é sufocado e respirar se torna difícil…

Há uma série de coisas que flutuam na minha mente… os fatos de momentos felizes aparecem como imagens rápidas, mas por motivo de força maior, nada vai ser como era antes.

Falar se torna complicado… os soluços do choro… a raiva inesperada… a tristeza do fim… as emoções se tornam um furacão que me tira a razão e me leva a perguntar o que fiz de errado.

Quando tudo acaba a vontade para continuar a rotina se vai…

O desespero consome meu corpo e sou preenchido pelo medo de não ter aquele futuro planejado… da forma e com os detalhes imaginados… e tudo escapa como água pelas mãos.

Os olhos não têm o brilho como antes…

E numa difícil luta, procuro entende o que foi que fiz de errado.

Às vezes eu penso que tudo aconteceu muito rapidamente… e vem um sentimento de indignação pelo fato de não haver uma conversa esclarecedora.

Quando tudo acaba o ódio preenche cada parte do corpo numa necessidade imensa de combater irracionalmente a outra pessoa.

Não basta sofrer… não basta ficar calado. É preciso fazer o mundo saber que alguém me fez sofrer.

Realmente é preciso fazer isso?!

Eu preciso fazer isso?!!

Quando tudo acaba o que é realmente necessário é um tempo para si.

Precisamos de um tempo para acalmar nossos sentimentos, entendê-los e não reprimi-los.

Precisamos de um tempo para nos reinventarmos… para redefinir o projeto do amanhã.

Precisamos de um tempo para entender que, como diz a escritora Martha Medeiros, é normal morrer várias vezes numa única existência, pois assim perdemos o medo e finalmente crescemos enquanto seres humanos.

Quando tudo acaba… não se tem aquilo que deseja…

Posso deixar minha alma se afundar, ou acordar com fé para reencontrar a segurança e viver de forma autêntica.

Eu poderia dizer “volta a dormir e enfrenta teus medos”…

Mas eu digo “desperta e enfrenta teus medos”…

Desperta, porque apesar de tudo ter acabado, ainda (sempre) nos resta uma escolha a ser feita.

Escolha ou escolhas…singular ou plural… não importa.

Não vou dizer que é fácil…porque, de fato, não é….

No entanto, se o sistema está com problemas, podemos reiniciá-lo e criar novas configurações…alterar e alcançar outras mudanças.

Quando tudo acaba você pode se reencontrar consigo mesmo

Você pode optar por esquecer tudo o que te aconteceu – como se fosse uma injustiça ou um castigo de Deus, ou encarar com serenidade todas essas provações e conseguir o respeito.

Respeito por estar na condição humana.

Respeito por entender um pouquinho mais do que é viver.

Respeito ao seu próprio tempo de aprendizado.

E respeito por quem aparentemente te fez sofrer…

Outras pessoas não vão te entender… mas a opinião delas não é necessariamente importante.

É você que deve se encontrar nesta caminhada chamada vida.

Quando tudo acaba… ainda há continuação, amor e ponto de exclamação.

 

Por  Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e futuro Jornalista.

@CapitaoCoragem 

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