Aquela medida de paz que todos precisamos…

…É um desafio.

A proposta da vida envolve a busca pelo amadurecimento, pela mudança da perspectiva de ver e sentir o mundo e também pela maneira como olhamos as pessoas. Como é sublime e cativante a necessidade de estar em paz, de ir além das possibilidades que nos foram dadas ou de fazer aquilo que antes não éramos capazes. Mas quem define os limites de nossa potencialidade?

Ora…nós mesmos!

Por que nos imaginamos tolos quando amamos….

Ridículos quando sofremos….

Frustrados quando não somos atendidos…

Em estado de revolta quando magoados…

E ansiosos quando temos que esperar…

E neste sem fim de sentimentos, perdemos a singularidade do ser humano: o aprendizado. Não falo do que está contido nos dicionários, ou da compreensão do senso comum, mas de algo que transcende a razão e que altera nossa posição no tabuleiro da vida…

Sabe o que devemos fazer para aprender?!

É ser um pouco mais de nós mesmos. 

Ser com sinceridade e alegria nos relacionamentos…ser com um pouco mais de fé frente as lutas diárias… ser mais forte após uma queda… e deixar a lógica dos excessos de lado.

Quando deixamos a lógica dos excessos de lado, nos permitimos as pessoas e aos fatos com naturalidade, sem a tão habitual tortura que algumas sensações e neuroses humanas podem causar.

Por que…

Somos instantes…somos tranquilidade…

Rebeldia e efervescência…

Mesclamos e nos reinventamos em um turbilhão de doses de amor e ódio, paixão e ressentimento… tumulto que grita e que cala.

Mas…

…Aquela medida de paz que precisamos está quando trocamos aborrecimentos irrelevantes por momentos únicos e raros; quando extraímos daquela vivência tudo o que ela pode oferecer; quando nos deleitamos naquele beijo ou sentimos aquele arrepio tremer todo o corpo; ou ainda quando pensamos que a vida tem tanto a nos oferecer, mesmo com todas as dificuldades.

Não perca seu tempo acreditando em destino, pois ele é uma criação humana para justificar nossas expectativas ou nossas decepções.

A cada respiração e pulsação que emana do nosso corpo fazemos o nosso futuro.

A cada encontro e desencontro criamos um presente de suspiros e intensidade, que pode ser forjado em autenticidade, se em algum momento houver enfrentamento do medo.

A cada instante em que desisto de seguir em frente ou indefinidamente fico a lamentar alguma pancada que afeta o meu espírito ou minha mente, alimento um passado que aos pouco vai me corroer.

Então…

Aquela medida de paz que tanto precisamos é a experimentação de algo que está bem próximo de nós, basta enxergar com os olhos do coração.

Por Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e futuro jornalista

@CapitaoCoragem

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