“Deixe-me fazer as minhas próprias escolhas… já tenho 26 anos de experiências com elas”.

Autossuficiência. Palavra interessante, e ao mesmo tempo perigosa.

Em algum estágio da vida é necessário ser autossuficiente, pois soa como um sinônimo de Experiência009que damos conta daquilo que precisamos. Na sociedade de hoje tornou-se quase que um fetiche, já que demonstra para os pares independência e poder, além de transparecer a fácil ideia de sucesso. Quem não gostaria de estar próximo de uma pessoa detentora de características como independência e poder?

Autossuficiência: “que se basta a si mesmo” (dicionário Aurélio).

Pelo significado anteriormente exposto, e percebendo sua aplicação no cotidiano, autossuficiência é aquilo que tenho e que me basta para haver realização e satisfação. Será?!

Um emprego em que estou bem… um relacionamento pessoal que me deixa satisfeito…um apartamento que atende aos meus desejos… cartões de crédito que me permitem consumir… E a lista não para por aqui. São espaços ou situações que aplicamos nossa experiência e desenvolvemos nossas capacidades; e todos nós nascemos com capacidades. É quase como uma condição natural a que estamos sujeitos e sujeitas, aonde interferimos no mundo e o mundo interfere em nós. Às vezes interferimos mais….às vezes sofremos mais interferência…fatos da vida.

Minha preocupação é quando valorizamos uma segunda interpretação sobre o que significa autossuficiência.

Autossuficiência: contentamento excessivo consigo mesmo, orgulho, petulância.

Como toda naturalidade da vida, tendemos a falta ou ao excesso: ao doce melado ou ao amargo irritante, ao conforto paralisante ou a loucura extrema, a introversão limitante ou a extroversão desmedida. Ou um ou outro…simples assim.

Simples seria… se soubéssemos diferenciar uma exposição ridícula de uma brincadeira descontraída, uma afronta descabida de uma singela forma de dizer: “você mudou”. Contudo, por condições pessoais que variam inevitavelmente de indivíduo para indivíduo, tendemos a confundir sentimentos e a ter dois pesos e duas medidas: as minhas ações e as ações do outro… as minhas palavras e as palavras do outros.

Um turbilhão de coisas e sensações permeiam nosso dia a dia constantemente, mas devemos aprender…

Aprender a relaxar…

Aprender a saber quem são nossos amigos…

Aprender a identificar sinais de respeito do outro, mesmo o outro não participando de nossa vida.

Precisamos dar atenção aos detalhes e a agir com base na reflexão, e não no instinto. 

Por Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e futuro Jornalista.

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