4 dicas para você enfrentar o medo e fazer o que sempre quis (mas nunca teve coragem)

Quase todos os dias recebo mensagens de pessoas me parabenizando pela coragem de ter feito uma mudança tão radical na minha vida, largando uma carreira estável e bem sucedida para me aventurar pelo mundo e estudar a felicidade sem nenhuma garantia.

Muitos de vocês não devem saber, mas o significado do nome Fernanda é ousada. Segundo o Dicio, o verbo ousar significa:

v.t. Tentar, empreender com coragem, com audácia. Atrever-se, ter o desplante de.  

Coincidência? Não sei. Mas, mesmo me considerando uma pessoa corajosa, acho que isso nada tem a ver com o fato de eu me chamar Fernanda. O que me faz ser corajosa é que, embora eu sinta medo de muitas coisas, eu não deixo que ele influencie minhas decisões.

É importante sentir medo, já que ele nos afasta do perigo e nos protege. Só que o excesso de medo nos paralisa e nos tira a coragem.

Por que sentimos medo?

O medo aparece quando tentamos evitar uma sensação que foi resultado de algo que nos fez mal de alguma forma. É o que nos impede de Sem medocolocar a mão no fogo, por exemplo, e é necessário para a nossa sobrevivência. Mas também existe aquele medo que aparece quando tentamos adivinhar o resultado de algo que desconhecemos. Esse é o medo que alimenta as desculpas que nos damos para não fazermos algo ou que nos mantém presos a coisas que não nos fazem felizes.

Para aqueles que sentem medo de tomar decisões, aí vão algumas das coisas que eu mudei na minha vida e que me ajudaram a ter confiança suficiente para correr mais riscos:

Aprenda a ser sincero com você e com os outros

Por que é tão difícil dizer a verdade quando um amigo nos chama para fazer algo que não estamos com vontade? É claro que não queremos ser desagradáveis, mas, ao mesmo tempo, inventamos desculpas para nos sentirmos melhores em relação àquilo que não conseguimos fazer da forma que gostaríamos.

Ser sincero não é fácil, por isso muitas vezes preferimos nos enganar. O problema é que cada vez que inventamos uma desculpa para alguém, também estamos inventando uma para nós mesmos. Quanto mais honestos formos conosco, mais fácil vai ser priorizar o que é realmente importante nas nossas vidas.

Passe a estabelecer prioridades

Fica mais fácil parar de inventar desculpas quando temos consciência de quais são as nossas prioridades. Aprender a priorizar também nos ajuda a entender o que é importante para nós e, com isso, dedicamos mais tempo e até dinheiro para fazermos coisas e estarmos com as pessoas que nos farão felizes. Se sua prioridade é ser promovido, ganhar aumento de salário ou ter um apartamento próprio e um carro importado aos 30 anos, você não pode reclamar porque trabalha 60 horas por semana. Quando a meta é clara, o caminho para chegar lá também se torna claro. Se você quer ter mais tempo para aproveitar a vida, talvez tenha de rever suas prioridades.

Uma das minhas melhores amigas juntava dinheiro para comprar um apartamento desde que estávamos na faculdade. Enquanto eu estava torrando toda a minha grana em viagens e roupas caras, ela estava pagando um financiamento imobiliário. Hoje, aos 33 anos, ela tem um apartamento quase quitado e está começando a viajar. Eu já visitei mais de 25 países, mas não tenho uma casa. Diferentes prioridades levam a diferentes resultados.

Pare de pensar no que você tem a perder e pense no que você tem a ganhar

Uma coisa é fato: ganhar algo significa perder algo. Sabe aquela frase clichê de que cada escolha é uma renúncia? Pois é. Cabe a você avaliar se o que você tem a ganhar vai ser mais importante do que o que você tem a perder ao tomar uma decisão.

Um exemplo de algo que me tira do sério é mulher que ainda acha que é a obrigação do homem dar o primeiro passo. Por quê? Me explica? O que temos a perder por iniciar uma conversa com um cara na balada? Vamos perder nossa dignidade? Se você começar a conversar com ele e ele for um c*zão e te tratar mal, ele é o c*zão da história e não você. E, assim como a gente dá um milhão de tocos, qual é o problema de levar um de vez em quando? Mas o medo da rejeição é tão grande que muitas vezes ele nos impede de encontrarmos o amor da nossa vida.

Eu conheci meu namorado na balada (sim, essas coisas acontecem). Quando ele veio falar comigo eu não estava um pingo a fim, não estava com vontade de falar inglês (ele é gringo) e queria aproveitar a noite com as minhas amigas. Por isso, acabei dando um mega gelo nele. Mais tarde, o vi passando, me arrependi e fui puxar assunto. Dois anos depois, aqui estamos!

Mais importante do que pensar positivo, é ter uma atitude positiva

Eu não suporto mensagens que falam que a gente deve pensar positivo. Pensar positivo não vai trazer nenhum tipo de benefício para sua vida se você não agir. Eu conheço pessoas que são as maiores postadoras de mensagens de autoajuda, mas não praticam absolutamente nada do que pensam ou do que tentam se convencer.

Assim como muita gente, eu também já tive um trabalho que eu odiava, mas odiava muito. Todos os dias me dava depressão pensar que eu chegaria ao escritório e seria engolida por aquele buraco negro que sugava toda a minha energia. Um dia me deu a louca, decidi que ia pedir demissão, mesmo sem ter nada em vista e nenhum dinheiro guardado. Fiz umas contas e vi que com o que eu receberia de férias e 13º poderia segurar uns 2 ou 3 meses enquanto procurasse outro emprego.

Sabe o que aconteceu? O fato de eu ter me livrado do peso que era trabalhar naquele lugar me deixou tão leve e feliz que eu acabei arrumando outro emprego antes mesmo de terminar o aviso prévio. Alguns disseram que foi sorte. Eu prefiro acreditar que não. Ser corajoso não é fazer tudo o que dá na telha e, sim, avaliar as reais consequências das nossas decisões, ponderá-las de acordo com as nossas prioridades e com aquilo que estamos dispostos a perder para poder ganhar.

Comece pequeno e isso vai te dar confiança para fazer coisas grandes. É mais fácil tomar grandes decisões quando conseguimos vencer pequenos medos, como andar de montanha-russa, começar uma conversa com aquele gatinho que você encontra todos os dias no metrô, ir para a balada ou fazer uma viagem sozinho. Coragem é um hábito que pode e deve ser criado. Muitas vezes só é preciso acender a luz do trem fantasma para descobrir que o esqueleto é de plástico.

Por Fernanda Nêute, via administradores.com.br

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