Tatuagem na berlinda do ambiente de trabalho

Marina Scolaro estava à procura de um emprego. Ao participar de uma entrevista de trabalho, a publicitária de 24 anos se deparou com uma situação curiosa. A pessoa que conduzia a seleção perguntou se ela possuía tatuagens – a resposta foi afirmativa -, onde estavam localizadas e seus significados. Tudo foi anotado na ficha da seleção. Não é raro situações como essa ocorrerem no dia a dia corporativo: ter o corpo marcado por desenhos pode não ser adequado para determinados cargos, mas, também, não deve ser motivo de discriminação. No caso de Marina, a opção de não ficar no emprego foi dela.

Muitas vezes, a proibição de tatuagens vem da cultura da organização, sua origem, crenças e políticas internas. A professora do curso de Gestão de Recursos Humanos da Faculdade Boa Viagem (FBV) Carolina Ramalho explica que também é relacionado ao perfil – mais conservador ou moderno – da empresa. “Além disso, vai muito do líder que faz as entrevistas de contratação. Ele é o primeiro contato dos futuros empregados com a organização”, aponta.

Segundo Carolina, o cargo a ser ocupado também influencia na permissão ou não dos desenhos corporais. “Se você vai contratar uma recepcionista ou um advogado, por exemplo, aquela pessoa vai lidar com público, será a imagem da empresa”, lembra. Nessas horas, ela crê que o bom senso deve reger as decisões – e uma roupa que cubra as tatuagens é sempre uma boa opção. “Tudo isso depende também do público com que a pessoa vai atuar”,
ressalta.

Os profissionais da Ampla Comunicação procedem de forma parecida. A diretora de Operações da empresa, Alessandra Pires, conta que há vários tatuados em todos os setores. “Nunca deixamos de contratar ninguém por conta de tatuagem”,atesta.

No entanto, a equipe da área de atendimento, que lida diretamente com clientes, procura ter cuidado. “A orientação é que em algumas reuniões mais formais utilizem roupas que cubram os desenhos. Não é só por causa da tatuagem em si, mas uma questão de vestimenta mesmo”, afirma Alessandra. Segundo ela, isso já é até subentendido pelos profissionais. “As próprias pessoas sabem de sua posição e procedem adequadamente”. 

Fonte: Folha de Pernambuco

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