Criar versus reagir: a conhecida, mas tão ignorada, dinâmica do mercado

Um princípio fundamental de nossa sociedade contemporânea, eu acredito, é o legado que deixaremos, mesmo com o passar do tempo e das revoluções a acontecer – a tecnológica é a da vez. Esse legado é a postura que você tem diante dos mais variados contextos, diante das condições financeiras ou materiais, e certamente do comportamento e da visão de futuro. Particularmente, o legado está estritamente associado ao comportamento de criar, e não simplesmente de reagir às situações.

Quando você cria dá início a um novo projeto ou interação, a uma nova perspectiva que não estava acostumado (a), e possivelmente a novas ideia e meninosoluções; já quando você reage está mantendo a interação existente, trocando seis por meia dúzia, fazendo o que é mais “seguro” e sendo adepto (a) da famosa zona de conforto. Bacana? Não! Na atual dinâmica do mercado espera-se dos profissionais um olhar mais apurado sobre sua atividade e sobre como a empresa pode construir e desconstruir seus produtos para estabelecer uma relação mais próxima do cliente. Logo, torna-se necessário o hábito da criação.

Criar não é uma imposição, mas devido ao fluxo inevitável das coisas, porque assim é a vida, até quando você pensa em fazer mais do mesmo? Ou até quando você pensa que aquela velha estratégia irá funcionar? É importante pensar nestas e em tantas outras reflexões, pois cada vez mais conhecimento é compartilhado e as pessoas (e empresas) amadurecem a maneira de se posicionar no mercado.

Você pode dizer “Ricardo, falar é mais fácil do que fazer!”, e eu concordarei contigo – até porque o falar não envolve esforço prático, só teórico. Contudo, podemos estruturar formas de nos organizar e facilitar o desenvolvimento da criatividade. Apresentarei 4 dicas para você estruturar melhor seu dia a dia, que estão longe de ser únicas, mas podem trazer grandes compensações e também disciplina:

  • Pense numa maneira de analisar (métrica) seu trabalho: naquilo que fazemos podemos definir parâmetros mínimos sem os quais o trabalho não fica com uma qualidade aceitável. Por exemplo: se irei produzir um texto, posso definir que irei escrever pelo menos 1500 palavras ou se irei pedalar, defino 20 km para começar;
  • Organização e prioridade para evitar esquecimentos: na correria do dia a dia, é possível esquecer alguma, pois a memória pode ficar sobrecarregada, além de no meio daquilo tudo fazermos o menos importante e deixar de lado o essencial. Inicialmente, organize-se: agenda de papel, aplicativo no celular ou post it (entre outros) – faça da forma que funciona para você. Posteriormente, trabalhe naquela atividade que tem mais prioridade;
  • Descontraia a mente com bobagens da vida: algumas pessoas foram “doutrinadas” a falar e pensar somente sobre coisas sérias e assuntos “importantes”. Bem, isso tudo é um saco se você não se distrai sem compromisso. Pedalar, jogar conversa fora com os amigos no bar, olhar as estrelas, ver um bom filme ou uma criança brincar, tantas coisas podemos fazer para oxigenar a criatividade, basta você escolher!
  • Mensure o trabalho em termos de produção, não de horas: quantidade de horas trabalhadas virou sinônimo de que você está com muita coisa para fazer. Será mesmo? Com tantas distrações (e-mail, facebook, sites dos mais variados, whatsapp), acabamos perdendo o foco e o tempo de fazer o que realmente importa. Aparecem as inseparáveis horas extras como uma extensão do trabalho, oportunizando completar as atividades. Reflexão: será que qualidade não é melhor do que a quantidade?

Essas dicas não estão numa ordem lógica e você não necessariamente pode precisar das quatro. E porque não três dicas? E porque não uma filosofia? Não sei, só sei que é assim. Apesar das dicas serem claras, e possivelmente você já saber delas, o que complica é falta de prática e de disciplina para tornar o abstrato em concreto, e para tornar o sonho em realidade. Conhecemos a dinâmica do mercado (como me referi no título), o que falta é sensibilidade para agirmos e pensamento sistêmico para orientar nossas ações. O espaço está aberto para questionamentos, e para elogios se assim lhe convier. Como meditar é sempre bom, deixo está frase:

Certas coisas são necessárias para a realização do ser humano. A essência dessas necessidades foi capturada na expressão ‘viver, amar, aprender e deixar um legado’. A necessidade de deixar um legado é nossa necessidade espiritual de ter um senso de propósito, congruência pessoal e contribuição para o mundo”. Stephen Covey

Livro Referência:  A arte da não conformidade – estratégias não convencionais para viver a vida segundo suas próprias regras, de Chris Guillebeau. Editora Saraiva

Por Ricardo Verçoza – Professor, Administrador e Blogueiro

@CapitaoCoragem

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