Você gosta da segunda-feira?

Eu tenho feito muito essa pergunta para as pessoas toda vez que tenho a oportunidade. Uma leitora me enviou um e-mail interessante sobre esse assunto e que pode ser algo que também esteja acontecendo com você:

      “…quando eu chego aqui na empresa, começo a planejar as coisas que vou fazer. Crio tarefas no Outlook, deixo tempo vago, mas chega no meio do dia e já me perdi completamente. Chego no fim do dia, não fiz nada do que me planejei, fico com a maior sensação de frustração, cansada, com dor de cabeça e no dia seguinte já fico decepcionada porque tudo vai começar novamente. Fiquei pensando na pergunta que você me fez e acho que o problema não é só com a segunda, é com a terça, a quarta, quinta, etc. “

Eu perguntei para essa leitora se ela gostava da segunda-feira. Eu fiz a mesma pergunta para pessoas que conseguiram entrar noSONY DSC status de “pessoas de alta performance” (baseado em um estudo estatístico de performance). Em todas as gravações que faço da Agenda do CEO para a Você S/A, eu pergunto aos executivos que se tornaram Presidentes, se eles gostam da segunda-feira. Não fiz nenhum estudo aprofundado sobre o assunto, mas posso dizer que em 85% dos casos, as pessoas que amam a segunda-feira têm resultados superiores, se comparado às pessoas que não gostam da segunda-feira. A segunda-feira é o símbolo do primeiro dia de trabalho da semana, mas para alguns será o primeiro dia do martírio semanal, já para outras, o primeiro dia da realização de seus sonhos, para alguns o primeiro dia para buscar novas oportunidades ou o primeiro dia de problema da semana. 

Claro que tem segundas-feiras que não serão tão boas assim e às vezes até darão uma pontinha de aflição. O problema começa, quando, depois que acaba o Fantástico (ou o BBB), surge um desespero, uma angústia, uma tristeza pelo dia seguinte. Quem não gosta de nenhuma segunda-feira precisa parar um pouco para refletir sobre a sua vida. É de segunda a sexta que você faz seus sonhos saírem do lugar, poucas pessoas fazem isso no final de semana. Encare que você passa a maior parte da sua vida no papel profissional. Ficar com este estado de tristeza, desespero ou de conformismo na segunda-feira só piora o seu dia-a-dia! Aí não tem motivação, gestão de tempo ou programa de incentivo que dê jeito! Tem gente que culpa a empresa, o cargo, o cliente, o tempo, o trânsito por esse estado “cadavérico” que vive na segunda-feira, o que é pior ainda. Estas pessoas costumam transferir para terceiros a sua própria incapacidade de mudar, de fazer diferente, de buscar alternativas.

 Para este perfil, a gestão do tempo será inútil, porque todo o tempo que ele poderia escolher priorizar o importante, fica abarrotado de urgências e coisas circunstanciais, e neste caso é melhor se conformar ao invés de mudar. O seu poder de escolha, planejamento, pró-atividade fica minimizado. Talvez você esteja passando por essa crise agora, talvez você esteja sobrevindo ai na empresa enquanto lê este e-mail. Talvez a sua segunda seja tão insuportável que você está a ponto jogar tudo para o alto. E se você chegou neste ponto porque não ser honesto com você mesmo e tomar uma atitude? A pior coisa que podemos viver é a auto-hipocrisia. O Brasil vive um momento singular na história, uma época de emprego praticamente pleno em diversos setores. Nunca foram criadas tantas vagas e também oportunidades para empreender. Esse é o melhor momento para buscar uma nova alternativa, algo que te faça feliz e que ajude a empresa a ser mais eficiente também! 

Se você é líder, pergunte à sua equipe se eles gostam da segunda-feira. Faça algo que permita respostas anônimas, se necessário! Obter 100% de pessoas que amam a segunda-feira vai ser impossível. Seu foco é trabalhar de forma positiva com os que não gostam e são importantes para tornar seu trabalho mais agradável e por conseqüência a sua própria produtividade e auto-motivação. 

Eu amo a segunda-feira, é o primeiro dia da semana para realizar minhas metas! Eu fico ansioso pela segunda e também pela sexta, pelo fim de semana com a minha família. Eu amo o que faço, e isso me permite criar resultados de forma equilibrada. Você não precisa amar a segunda, mas pode gostar do que ela representa. Se não gosta, basta se perguntar: Até quando vou ficar sobrevivendo com algo que não gosto? Até quando vou gastar meu tempo à toa?

Por Christian Barbosa, especialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal, via Exame

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