Bom desempenho não é o único item avaliado para oferecer contraproposta

A oferta de uma contraproposta a um profissional que está pedindo demissão deve ser muito bem avaliada e discutida por líderes e empresas, sendo que o desempenho não deve ser o único quesito observado antes de se tomar tal decisão. Ao menos esta é a opinião da headhunter da consultoria De Bernt Entschev Human Capital, Rosanne Martins, para quem “bom desempenho não basta”.

Segundo Rosanne, o cuidado se faz necessário pelo fato de muitos estudos já apontarem que funcionários que aceitam uma contraproposta permanecem por um período relativamente curto na empresa, por volta de seis meses após a aceitação da oferta.

Além disso, explica a headhunter, em alguns casos, a iniciativa pode estimular os outros membros da equipe a praticarem o que é popularmente chamado de “rifa do salário”, ou seja, se colocarem à disposição do mercado, na tentativa de conseguir uma remuneração maior na empresa atual.

Quando vale à pena?
Para avaliar se vale ou não à pena oferecer uma contraproposta a um profissional, Rosanne diz que, primeiramente, é preciso investigar o que motivou este colaborador a querer sair da empresa. “É necessário saber se foi apenas uma questão salarial ou se há questões ligadas à motivação, clima, entre outras… Até para saber o que se pode oferecer”.

De acordo com a especialista, a liderança deve refletir ainda sobre qual o papel daquela pessoa na empresa e sua influência sobre o restante da equipe. “Se o profissional aliar bom desempenho, conhecimento técnico, qualidade de entrega e tiver um perfil agregador, provavelmente, oferecer uma contraproposta será positivo para a equipe e a empresa”. A questão do apagão de talentos também é ponto crucial a se observar, para definir a possibilidade de se oferecer ou não uma contraproposta a um colaborador. Isso porque, explica, em algumas áreas é mais caro e difícil para a empresa buscar um profissional no mercado do que fazer uma nova proposta na tentativa de reter um bom colaborador.

Desafios
No geral, explica a headhunter, os empregadores costumam oferecer algo em torno de 10% a 20% mais na contraproposta. Porém, para que a oferta seja mais eficiente, Rosanne aconselha que a proposta venha acompanhada de novos desafios, para motivar o profissional.

Fonte: administradores.com.br

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