Bumerangue, mudanças e redes sociais: sua empregabilidade em evidência.

Você acha que nosso país está se desenvolvendo mais rápido? Você acha que estão surgindo mais empregos?  A economia está mais aquecida? Eu acredito que sim, mesmo tendo inevitáveis e corriqueiras notícias divulgando a crise que se instalou na Europa e os impactos que pode nos causar. Em nossa reflexão não vou abordar necessariamente a economia ou os impactos da crise, mas como toda essa ebulição que acontece no Brasil e no mundo contribui (para o bem o para o mal) na sua empregabilidade.

Lendo o artigo “O Discurso da Empregabilidade: o que pensam a Academia e o mundo empresarial”, veio-me uma preocupação acerca da visão da empregabilidade que os profissionais estão tendo hoje. O artigo é de 2008, logo, seu contexto de criação era outro em vários aspectos. Entretanto, ele mostra o entendimento da empregabilidade relacionada a duas visões: pela empresarial-individual, o indivíduo é o único responsável por aprimorar sua empregabilidade; já na outra, a crítica-social, o governo e a empresa devem ser atuantes e até determinantes sobre a empregabilidade. Nos tempos atuais, seria leviano dizer, por exemplo, que metade da responsabilidade é minha e a outra metade é do governo/empresa/sociedade.

Um novo perfil de profissional vem atuando no mercado (geração Y); avanços tecnológicos invadem nossas casas; a educação está mais acessível (mas nem sempre de qualidade). Todos esses fatores implicam na forma como vamos pensar nossa empregabilidade e principalmente na forma como vamos interagir em nossas relações. Vamos, em um curso qualquer, apenas sentar na cadeira e fazer anotações? Vamos, em nossos empregos, fazer o que nos é mandado – e quando mandado? Estamos desaprendendo a enxergar o que de fato queremos pela necessidade crescente de sobreviver e pelo desejo de consumir um horizonte sem fim. Desde quando éramos crianças e imaginávamos trabalhar em algo importante, até os dias atuais, se faz urgente vivenciarmos a dor e a delícia de sermos humanos.

Não precisa responder, mas quais são tuas crenças? Quais valores você compartilha com outras pessoas? Teus limites, você conhece?

O governo, a empresa ou a sociedade vão ser apenas facilitadores que podem favorecer você no desafio de trabalhar sua empregabilidade, mas de nada adianta os esforços feitos se você não vê, não ouve e não toma iniciativa. Nos acostumamos, acreditando que um dia isso realmente possa acontecer, na sorte transformadora ou no milagre divino. Viramos bumerangues – indo e voltando no tempo sem saber qual caminho escolher; não percebemos que mudar é um fato da vida, e negamos a reinvenção pessoal; esquecemos como são importantes as redes sociais na construção de parcerias e para adquirir conhecimento.

Então… Acerte o caminho. Reinvente-se sempre. Conecte-se. Sua empregabilidade está em evidência.

Por Ricardo Verçoza

@CapitaoCoragem

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