Vestir uniforme não significa fazer parte de uma equipe

O que você pensa sobre a exigência de uniforme dentro das empresas?  Será que faz diferença para o desempenho das pessoas usá-lo? Fazer diferença até que faz, pelo menos esteticamente. Mas a utilização do uniforme como forma de criar um espírito de equipe pode ser uma frágil justificativa na solidificação de uma cultura.

Pensemos um pouco: as empresas dificilmente passariam por dificuldades se utilizassem um mero uniforme. A dinâmica do mercado de trabalho é grande, e as pessoas tem uma autonomia enorme. Essa autonomia não é contornada por um artifício que falsifica, muitas vezes, o dever do líder de trabalhar para apresentar uma proposta de crescimento e de resolução de conflitos através do diálogo.

O líder precisa fomentar a capacidade de conexão das pessoas com a empresa pelos desafios que cotidianamente surgem, pela interatividade das partes, pelas oportunidades claramente percebidas. “Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”, já cantava Chico Science. Lembremos que as pessoas tem desejos, interesses, pensamentos… enfim, um turbilhão próprio e particular que caracteriza e define. Um uniforme não seduz ninguém a viver a aventura de trabalhar em equipe.

Falar em equipe ultrapassa um simples benefício em dinheiro, o status ou um pedaço de pano. A palavra equipe deve instigar as pessoas a entender que “é preciso mudar muito para continuar sendo o mesmo” e a que nossa orientação deve ser buscar o desenvolvimento compartilhado.

 

Por Ricardo Verçoza

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